Quarta-feira, Novembro 04, 2009

calor, 38°, rádio, sede.

Na verdade eu comecei esse blog sem muitas intenções, nunca ninguém leu demais, ou nunca ninguém fez questão de comentar. Mas enfim, passaram-se quatro anos, estou no fim da faculdade e o que os “veteranos” falavam de como o tempo passa na faculdade, e eu achava piegas, é verdade sim. O tempo passou mesmo, eu não moro mais em uma kitnet e nem fico a noite na janela olhando a subida do lago, não fico mais feliz se o Joãozin aparece de surpresa de jog, não tenho vizinhos legais como antes, porém vejo o Jô todos os dias que posso, gosto de filmes como Amelie e Valentin, leite gelado com toddy não nescau, sempre chego a noite com fome, gosto de bolo de fubá e de pão caseiro com manteiga não margarina, e pretendo morar em uma chácara e gosto do nome Martina... e assim vai um monte de detalhes de uma menina comum, que agora vendo eu acho que eu não mudei quase nada nestes quatro anos, continuo não conseguindo odiar ninguém, não falo o que eu quero e continuo tendo como “bem-quistos” pessoas que eu nem falo mais.
Como eu já disse em algum post antigo, eu acho que eu penso demais, escrevo de menos, e que sinceramente eu acho que nenhum ser vivo muda tanto com o tempo, apesar de quererem parecer que sim. Você continua sendo a menina de sempre, e você o menino de sempre, e tem vezes que palavras, cheiros, músicas, te lembram exatamente aquele momento que nunca nenhum foi igual, e você segue a vida como se nada tivesse acontecido, mesmo sabendo que não é bem assim. A vida vai indo, daqui a pouco eu estou com 30 anos e espero que eu sorria assim como aquele dia de outono, quando essa cidade tinha um vento bom de liberdade.

Quarta-feira, Junho 24, 2009


"They asked me to come down and watch the parade
And to march down the street like the duracell bunny
With a wink and a wave from the cavalcade
Throwing out candy that looks like money
To people passing by that all seem to be going the other way
Said won't you follow me down to the rose parade?"

Elliot Smith

Sexta-feira, Junho 19, 2009

"Distraidos venceremos"

Todas atitudes que eu escolhi de certa forma terão consequências boas e ruins. Isso é óbvio, no caso hoje, eu me sinto estranha, às vezes é o livro que eu emprestei da Drica, que e fez pensar demais. Ou é a idade mesmo, ficar pensando que mais metade que vivi, é igual a quase meio centenário. Sim, eu penso em várias coisas que nem tem porquê, mas quando eu vejo, me pego matutando em coisas sem sentido, que sempre me dizem respeito, mas eu deixo pra lá, afinal eu me conheço há 23 anos e eu sei que provavelmente nada vai mudar quanto a isso. Eu realmente não tenho certeza de quase nada, só escrevo pra ver se paro de ficar pensando enquanto escuto uma música "..petalas ao vento na tempestade...", provavelmente isso tudo passará quando eu ver a Cecilia, pulando para eu arremessar o ursinho dela por mais de vinte vezes seguidas. Essa semana mais do que nunca, eu ouvi falar do diploma, em pleno dia de fotos para albúm, cafonas ao extremo só pra constar, cai a obrigatoriedade do diploma, e agora? Eu sei lá, o presidente da FENAJ que deve estar sem dormir falará mais coisas que eu, que quero uma chácara e um carrinho de golfe pra andar na grama morna de outono. Um brinde ao nada!

Suellen Yoshihara

Terça-feira, Junho 02, 2009

Devaneios

Dia de sol, pensamento ao vento, nada que seja menor que meu sonho um dia poderá fazer do meu outono, apenas um dia frio e me tornar apenas uma de suas devidas pessoas frias. Nuvem negra, passe longe, guarde para ti seus pensamentos pequenos, para gente de virtudes pequenas. Eu, no dia de hoje, que é carregado pelo meu mês do ano preferido, não seria capaz de escrever uma frase hipócrita ou negativa nem mesmo para quem deseja o mal desde cedo quando acorda, eu desejo apenas que você encontre seu caminho e saia logo dessa escuridão que te faz desejar coisas ruins, e o que você não percebe é que isso que te faz morrer vento a vento. Vá sair para ver o sol, inveja.

Segunda-feira, Outubro 27, 2008

Tieko.

A batiam tem um dos olhares mais sinceros que eu já vi, minto, é o mais sincero que eu um dia pude presenciar. Ela é a bondade que eu guardo em mim, e quem nunca me deixa brigar, é a voz que no fundo me diz que palavras e atitudes não vão embora com o vento, que palavras erradas matam-nos aos poucos.
Quando ela segura o baralho em um jogo de buraco, ela fica séria, e deve imaginar como seria bom ganhar, mas se eu estou jogando, provavelmente ela preferiria que eu ganhasse só para ver meu sorriso. Ela até hoje confunde meu nome com o dos meus irmãos quando pergunta se eu quero leite e bauru, “ Marcelo, Jéssica, Suellen” diz ela, e eu sei que é porque ela não sabe quem ela ama mais.
Ela é uma das únicas pessoas que eu não consigo escrever direito, porque eu sempre choro, nunca ninguém vai ser mais dócil que ela, ninguém. Um dos poucos dias que eu vi ela triste, foi porque eu estava, e perguntou se eu queria um cafuné, nada mais simples que isso e nada mais bonito. Ela é quem me faz arrepender às vezes de ter ido pra longe, de ter perdido as horas boas com ela, mas ela está aqui dentro, com o sorriso mais sincero e bondoso que eu já vi, está ali num crochê, em um livro, em um filme japonês, no tempero da comida e em todas minhas lágrimas que sentem saudade.

Quinta-feira, Junho 26, 2008

"metal heart you're not hiding, Metal heart you're not worth a thing..."

Até quanto um pensamento dura para tornar-se uma decisão completa? Acho que todos os textos que eu escrevo começam com uma pergunta. Claro, dias como o de hoje, só me fazem pensar que na verdade eu nunca tive certeza de nada. Eu sempre fui de pensar muito e falar quase nada sobre o que eu penso, o que restou pra mim, com esse genio, foi sempre escrever meio que escondido para ninguém ver. Às vezes queria um cafuné a mais, uma hora a mais de sono, que a chuva parasse, de ter sempre aquela música preferida tocando quando eu começasse a ficar brava... são detalhes, mas ninguém presta atenção neles, e quando a gente percebe, o detalhe fez falta e o pensamento não descansa até fazer algo, seja isso certo ou errado.

Segunda-feira, Junho 02, 2008

"Wild is the wind"


Certas frases chacotas me incomodam pela complexidade estranha que as acompanham. Na maioria das vezes que me deixam a pensar, é quando são igualmente famosas e se contrariam, daí já que a boca do povo é a de Deus, qual das duas seria divina?
Um exemplo seria a "Ah! (seguido de suspiro) as pessoas mudam" e a outra é "As pessoas não mudam, elas disfarçam"; entenda como isso é mais complicado que o necessário.
Sempre eu me pego pensando sobre isso, claro que eu mudei certas coisas nesses 21 anos, mas acho que minha personalidade e princípios são quase iguais, e os defeitos também. Com o tempo a gente se adapta, tropeça, soluça, assusta, chora, mas até que ponto, todos esses verbos em ação mudam o que a gente é acostumado a ser.
Acho que essa dúvida ficará por um bom tempo. Malditas frases e ditados populares e contraditórios. Preciso de um vento.